
Pra mim a coisa começou assim: falo com o ginecologista ou com a psicóloga? Decidi pelo ginecologista. Maior gatinho, diga-se de passagem. E já me conhece a fundo, muito mais fundo que o mais fundo que tenham me conhecido namorados, esposos, amantes, ficantes, irritantes.
Medo de ficar feia, medo de ficar sem tesão, sem tesão como é que eu fico eu que sempre fui tesuda. Tomo remédio? Não tomo? Resposta do ginecologista: tenho uma cliente de setenta anos que tem três amantes. Não vai ficar feia. Não vou dar remédio. Isto é psicológico.
Lá vou eu então para a psicanalista. Psicanalista achou curioso eu ter primeiro levado para o ginecologista. Mas, expliquei eu, parecia tão físico, estou sem menstruar desde fevereiro. Vai que eu estivesse com um tumor, vai que eu estivesse em tilte sério. Tinha que saber com certeza que não era nada físico.
Psicanalista então me dá o toque da real: você está fazendo um upgrade. É hora de aprender a ter uma nova lida com o mundo, com a sexualidade.
Por que você sempre tem de ser a que toma a iniciativa, a que é cheia de tesão? Por que mostrar ao mundo que você é mais você? Hora de aprender a ficar na sua, a perceber que há outras coisas, que nem tudo se resolve pelo tesão genital e que mesmo a genitalidade tem muitas outras formas de ser. Não precisa ser sempre a mesma coisa.
O engraçado é que justamente tinha me queixado que ultimamente vejo altos gatinhos e ao contrário de antigamente não fico bolando jeitos de me aproximar deles; também tinha me queixado de não me apaixonar mais.
Naquela mesma tarde, fui tomar um café depois da terapia. E... surpresa... me apaixonei. Pelo dia, pelos homens, por um homem, por uma possibilidade, pela vida.
Continuo a mesma. Rumo aos cinqüenta. E que me venham mais dez. Mais vinte. Mais trinta. Estou feliz hoje.
Medo de ficar feia, medo de ficar sem tesão, sem tesão como é que eu fico eu que sempre fui tesuda. Tomo remédio? Não tomo? Resposta do ginecologista: tenho uma cliente de setenta anos que tem três amantes. Não vai ficar feia. Não vou dar remédio. Isto é psicológico.
Lá vou eu então para a psicanalista. Psicanalista achou curioso eu ter primeiro levado para o ginecologista. Mas, expliquei eu, parecia tão físico, estou sem menstruar desde fevereiro. Vai que eu estivesse com um tumor, vai que eu estivesse em tilte sério. Tinha que saber com certeza que não era nada físico.
Psicanalista então me dá o toque da real: você está fazendo um upgrade. É hora de aprender a ter uma nova lida com o mundo, com a sexualidade.
Por que você sempre tem de ser a que toma a iniciativa, a que é cheia de tesão? Por que mostrar ao mundo que você é mais você? Hora de aprender a ficar na sua, a perceber que há outras coisas, que nem tudo se resolve pelo tesão genital e que mesmo a genitalidade tem muitas outras formas de ser. Não precisa ser sempre a mesma coisa.
O engraçado é que justamente tinha me queixado que ultimamente vejo altos gatinhos e ao contrário de antigamente não fico bolando jeitos de me aproximar deles; também tinha me queixado de não me apaixonar mais.
Naquela mesma tarde, fui tomar um café depois da terapia. E... surpresa... me apaixonei. Pelo dia, pelos homens, por um homem, por uma possibilidade, pela vida.
Continuo a mesma. Rumo aos cinqüenta. E que me venham mais dez. Mais vinte. Mais trinta. Estou feliz hoje.






