quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Casa Nova


Um dia a casa está em pedaços. É a obra. Cada martelada, cada pedaço arrancado é um pedaço da gente. Aí um dia, tudo lindo, tudo novo. Quem dera poder fazer o mesmo da gente. Arrancar pedaços, destruir tudo e fazer um tempo de paredes absurdamente brancas. Aí depois, jogar fora tantas coisas que acabamos por jogar fora até o que não era pra jogar fora. Embalar o inimbalável e mudar cada coisa de lugar, até todos nós estarmos a dormir e acordar num novo endereço. Uma pequena aventura feita de impaciências e metros redondos.

Um comentário:

Iara Scherer disse...

Quem vê poesia, seja numa mudança, seja numa casa cheia ou vazia é assim como arquiteto da palavra e da vida, buscando em cada canto essa aventura de que falas, minha linda amiga, "uma pequena aventura feita de impaciências e metros redondos..."
Amei!!!! Bjsssss