domingo, 28 de fevereiro de 2010

Buracos


Meu olho vê teu olho no meu. No teu olho que me vê, um mundo inteiro de possibilidades. Somos duas almas gêmeas, somos dois estranhos, somos duas ilhas que se aproximam lentamente desenhando um velho continente esquecido.

Um dia fomos ninhos, noutro fomos árvores, noutro fomos casas, noutro fomos sonhos. Eis que nossa memória é os passos que demos para chegar até ao ponto exato.

O ponto exato que nos encontramos, enfim.

Um comentário:

Iara Scherer disse...

Minha querida, linda e poética amiga, de palavras fortes e sensíveis como quem as profere, isso é um poema dos "bãos"! Já pensou em eternizá-lo em papel, nem que seja em homenagem ao recém falecido imortal(oh paradoxos semânticos!)José Mindlin? Escritora de textos sobre relações interpessoais, que levantam polêmicas relevantes para a contemporaneidade, creio que é hora de começar a recolher seus poemas-adorei os outros tabém!- e mandá-los para o prelo, se é que já não estão. Deveriam estar! Parabéns! Um beijo de sua amiga, fã e seguidora silenciosa, mas fiel, Iara "Sam".